Miguel Pereira
Surpresa ou talvez não, a Academia Sueca optou por escolher Doris Lessing como a Nobel da Literatura em 2007. A escritora britânica obteve esta distinção, numa altura em que todos consideram o norte-americano Philip Roth como principal favorito.
Doris Lessing estava a chegar a casa, quando, ao sair do Táxi, notou que algo de estranho se passava: uma multidão de fotógrafos e jornalistas esperavam-na à porta da sua casa. Foi aí que, aos 87 anos, tinha sido premiada com o mais alto galardão do mundo literário, o Prémio Nobel.
A escritora, surpreendida, mostrou-se naturalmente satisfeita por esta distinção, referindo, com alguma ironia, que “agora vai haver muitos discursos e flores, o que é sempre agradável.”
Com uma obra nomeadamente de cariz biogáfico, Lessing, nesta última da sua carreira, tem feito várias incursões pela ficção cientifica. Segundo o Comité Nobel da Academia, Doris Lessing tem sido a “cronista da experiência feminina, capaz de analisar, com cepticismo, fogo e poder visionário, uma civilização dividida”. Longe vão os tempos que, de acordo com a mais recente Nobel da Literatura, a Academia Sueca não apreciava o trabalho da escritora britânica.
Doris Lessing já foi saudada por vários escritores de renome internacional, entre eles o português José Saramago, Nobel da Literatura em 1998. No entanto, a escolha da Academia Sueca provoca algumas reticências a alguns autores, que a consideram uma escritora de segunda linha.
Perto de completar 88 anos, Lessing receberá, a 10 de Outubro, em Estocolmo um prémio monetário no valor de 1,1 milhões de euros.
Fonte: Diário de Notícias
Foto: AFP
Tags: Prémio Nobel

Outubro 14, 2007 ás 11:08 pm
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