QUEERLISBOA 11

By oonline

Queerlisboa 

Fernanda Câncio, Júri para Melhor Documentário e João Ferreira, Director do QueerLisboa

Casa cheia para o encerramento

A 11.ª edição do festival de cinema Gay e Lésbico teve o seu encerramento a 22 de Setembro, no Cinema São Jorge. Gays, Bissexuais, Heterosexuais, curiosos e simpatizantes acorreram ao local.

Às 21h40 deu-se o arranque oficial da cerimónia de encerramento. Organizadores e júris invadiram o palco improvisado do Cinema São Jorge para apresentar agradecimentos e o nome dos vencedores.

Quatro prémios. Ou melhor, quatro patos dourados (a imagem do Queerlisboa). Para melhor documentário, o júri composto por Ana Luísa Guimarães (Presidente do Júri e professora na área da realização), Fernanda Câncio (jornalista) e Matteo Colombo (co-programador e organizador do Festival Internacional de Cinema GayLésbio e Queer Culture de Milão) elegeu Estrellas de la línea, do espanhol Chema Rodríguez. Trata a história de três membros de um grupo de prostitutas que vivem na Guatemala e ganham dois dólares por serviço. Estas trabalham junto a uma linha de comboio e sonham ser tratadas com dignidade. Juntam-se para formar uma equipa de futebol e começam a treinar. Inscrevem-se no campeonato regional do qual acabam por ser expulsas, devido à sua profissão.

O público elegeu a obra Singularidades, do brasileiro Luciano Coelho. Singularidades apresenta a história de seis homossexuais, todos na casa dos 50. O que muda com a mudança de idade?

O júri da secção competitiva para a melhor longa-metragem composto por Cucha Carvalho (Presidente do Júri e actriz), Ales Rumpel (Programador e director do Festival de Cinema Mezipatra, a maior manifestação de cultura Queer da Europa central), Inês Menezes (formada em Teatro e Jornalismo) e Giuseppe Savoca (Curador de Arte Contemporânea, fotógrafo e escritor) atribuíram uma menção honrosa à actriz Carla Ribas, pela sua interpretação no filme A Casa de Alice, de Chico Teixeira. O prémio de melhor longa-metragem foi atribuído a Solange du hier bist, do alemão Stefan Westerwelle.

A edição deste ano conseguiu quase seis mil espectadores, ultrapassando o número de espectadores da edição francesa do certame, uma das mais frequentadas a nível europeu.

 Texto: Marisa Alexandra Batista (enviada especial no QueerLisboa)

Foto: Organização QueerLisboa

2 Respostas para “QUEERLISBOA 11”

  1. Principais destaques desta edição « O ONLINE Diz:

    [...] destaques desta edição Cultura: QUEERLISBOA 11 O Filme da minha vida 8.ª Festa do Cinema [...]

  2. pl Diz:

    é esta a Carla Bruni à Portuguesa!
    tá tudo explicado

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